Goals Based Advisory: O que é e Como Funciona o Planejamento Baseado em Objetivos?

O planejamento financeiro baseado em objetivos, também conhecido como “Goals Based Advisory” (GBA), é uma abordagem inovadora e centrada no cliente para a gestão de patrimônio. Em vez de focar apenas em maximizar retornos financeiros, o GBA coloca os objetivos de vida do investidor no centro do processo de planejamento. Esta metodologia fornece um framework robusto para implementar uma gestão de patrimônio alinhada com as aspirações e valores dos investidores.

O que é Goals Based Advisory?

Goals Based Advisory é uma estratégia de planejamento financeiro que alinha os investimentos e a gestão do patrimônio com os objetivos de vida do investidor. Esses objetivos podem variar amplamente, desde garantir uma aposentadoria confortável até financiar a educação dos filhos, comprar imóveis, participações, apoiar causas filantrópicas ou garantir o legado da família. Ao focar nos objetivos específicos, o GBA ajuda os investidores a compreenderem melhor suas prioridades financeiras e a desenvolverem planos personalizados que refletem suas aspirações e valores.

Fundamentos do Goals Based Advisory

Identificação de Objetivos

O primeiro passo no GBA é a identificação clara dos objetivos do investidor. Esses objetivos podem ser classificados em três categorias principais:

  • Segurança: metas que garantem a estabilidade financeira e protegem contra riscos imprevistos;
  • Padrão de vida: metas que mantêm ou melhoram o estilo de vida do investidor;
  • Aspiração: metas que refletem os sonhos e ambições pessoais do investidor, como projetos filantrópicos ou empresariais.

Avaliação da Tolerância ao Risco

Cada objetivo tem uma tolerância ao risco diferente associada a ele. Por exemplo, objetivos de segurança geralmente têm uma baixa tolerância ao risco, enquanto objetivos aspiracionais podem aceitar uma maior exposição ao risco em busca de retornos mais elevados.

Alocação de Ativos por Objetivos

Em vez de uma única carteira de investimentos, o GBA recomenda a criação de múltiplas carteias, cada uma alinhada a um objetivo específico. Isso permite uma alocação de ativos mais eficiente, ajustando o risco e o retorno esperado de acordo com a importância e o horizonte temporal de cada objetivo.

Como funciona na Jera Capital

A Jera Capital implementa o Goals Based Advisory através de uma abordagem sofisticada e personalizada, focada nos valores, propósitos e objetivos de seus clientes. Aqui está como o processo funciona na prática:

Diagnóstico e Entendimento Profundo

O trabalho da Jera começa com uma análise profunda das finanças e do momento de vida de seus clientes. Isso inclui a compreensão da estrutura patrimonial e sua origem, das prioridades financeiras, bem como dos sonhos e objetivos dos clientes. Esse diagnóstico permite desenhar uma jornada de aprendizado contínuo e personalizada.

Jera Plan: Estruturação do Patrimônio

O resultado desse diagnóstico é o Jera Plan, que organiza o patrimônio em três blocos distintos:

  • Jera Capital Guard Portfolio: este portfólio é focado na segurança e proteção das necessidades e objetivos de curto prazo, garantindo o provisionamento de recursos em situações adversas;
  • Jera Endowment Portfolio: voltado para o médio e longo prazo, este portfólio é alocado em um conjunto global e diversificado de ativos, com objetivos de retorno mais elevados e ajustados ao orçamento de risco;
  • Jera Aspirational Portfolio: alocado em ativos que refletem características específicas do investidor, como talento individual ou capital intelectual, este portfólio busca realizar as ambições pessoais e de legado do investidor.

Acesso a Oportunidade Globais

A Jera Capital proporciona acesso às melhores oportunidades globais de investimento. Com posições em private equity, venture capital, crédito privado e estruturado, entre outros, os investidores da Jera têm acesso a um ecossistema de investimentos curados e abrange projetos inovadores e de impacto.

Monitoramento Contínuo e Ajustes

A Jera Capital garante que o planejamento financeiro baseado em objetivos seja um processo dinâmico e contínuo. O desempenho das carteiras é monitorado regularmente, com ajustes sendo feitos conforme necessário para assegurar que os objetivos financeiros dos clientes continuem sendo alcançados.

Benefícios do Goals Based Advisory

Alinhamento com Aspirações Pessoais

O GBA coloca as aspirações e os valores pessoais do investidor no centro do planejamento financeiro. Proporcionando uma abordagem mais significativa e motivadora para a gestão do patrimônio.

Melhor Gerenciamento de Riscos

Ao segmentar os investimentos por objetivos, é possível gerir os riscos de maneira mais eficaz, adaptando a alocação de ativos à tolerância ao risco específica de cada objetivo.

Maior Clareza e Foco

O GBA oferece maior clareza e foco ao planejamento financeiro, ajudando os investidores a compreenderem melhor como cada decisão de investimento contribui para a realização de seus objetivos de vida.

Flexibilidade e Adaptação

A abordagem baseada em objetivos é flexível e pode ser adaptada ao longo do tempo, permitindo ajustes conforme mudam as circunstâncias pessoais ou as condições de mercado.

Conclusão

O Goals Based Advisory representa uma evolução significativa na forma como os investimentos são geridos. Ao focar nos objetivos de vida dos investidores, esta abordagem não apenas melhora o alinhamento entre os investimentos e as aspirações pessoais, mas também proporciona uma gestão de patrimônio mais eficiente e resiliente. Para os investidores que desejam uma abordagem mais personalizada e centrada em suas necessidades e sonhos, o planejamento financeiro baseado em objetivos é uma escolha ideal.

Para saber mais sobre como a Jera Capital pode auxiliar no seu planejamento financeiro utilizando o Goals Based Advisory, entre em contato conosco e agende uma consulta com um de nossos especialistas.

Residência fiscal, cidadania, mudança de país: Como incluir no Planejamento Patrimonial

A possibilidade de mudar de país, seja por motivos profissionais, pessoais ou de estilo de vida, é uma realidade para grandes empresários, empreendedores e famílias investidoras brasileiras. Desse modo, quem deseja realizar essa mudança, precisa conhecer a fundo os conceitos que regem o planejamento patrimonial globalizado. Compreender como diversos elementos se entrelaçam e afetam o patrimônio é crucial para tomar decisões informadas e estratégicas.

Residência Fiscal e Cidadania

A residência fiscal não se limita apenas ao lugar onde você vive; ela determina em qual país você deve pagar impostos sobre sua renda global. Cada país tem suas próprias regras para definir a residência fiscal, e é fundamental entender essas leis para evitar a dupla tributação e otimizar a carga tributária. A mudança de país pode impactar a residência fiscal, sujeitando os indivíduos a diferentes regimes tributários. É fundamental compreender as regras de cada país para determinar a residência fiscal e os impostos aplicáveis. Em casos de dupla residência fiscal, em que uma pessoa é residente em mais de um país, é crucial entender as regras e acordos internacionais para evitar problemas fiscais e garantir o correto tratamento dos rendimentos.

Já se tratando da obtenção de uma nova cidadania, essa é uma movimentação que pode abrir portas para oportunidades globais, mas também traz implicações significativas para o planejamento patrimonial dos indivíduos. Por exemplo, alguns países, como os Estados Unidos, tributam seus cidadãos com base na cidadania, independentemente de onde residam. Mesmo vivendo fora dos EUA, um cidadão americano ainda é obrigado a declarar sua renda global ao IRS (Internal Revenue Service).

Por isso, para os brasileiros que adquirem cidadania estrangeira, a análise dos efeitos dessa nova cidadania no planejamento patrimonial devem incluir questões fiscais, sucessórias e de investimento. A primeira etapa essencial desse processo é consultar um especialista em planejamento patrimonial para entender as convenções fiscais entre o Brasil e o país de destino, garantindo a conformidade fiscal entre ambos. Um planejamento adequado pode ajudar a maximizar os benefícios de ter múltipla cidadania, enquanto minimiza potenciais complicações fiscais e legais, considerando questões como venda de bens, benefícios fiscais e tratados internacionais para evitar a dupla tributação.

Mudança de País

Mudar-se para outro país é uma decisão que vai muito além da organização e transporte de pertences. Ela requer uma revisão abrangente de investimentos, propriedades, seguros e planejamento sucessório sob a ótica das leis do novo país de residência.

Com isso, é necessário iniciar uma discussão de como proteger o patrimônio contra riscos legais, políticos e econômicos inerentes à mudança para outro país. Estratégias como a utilização de trusts internacionais, fundações e estruturas corporativas podem ser utilizadas para proteger os ativos.

A ampliação da discussão sobre o planejamento sucessório para incluir aspectos de leis internacionais de herança e testamentos também se torna necessária. A existência de documentos de planejamento sucessório que sejam reconhecidos nos países relevantes é essencial para evitar disputas legais e garantir a distribuição desejada dos ativos, por exemplo.

Também é necessário atentar-se aos procedimentos que devem ser conduzidos perante ao governo brasileiro. Ao deixar o Brasil de forma definitiva, é necessário informar à Receita Federal por meio da Comunicação de Saída Definitiva do País. Esse processo envolve a entrega da comunicação e posterior transmissão da Declaração de Saída Definitiva

Além disso, a mudança pode oferecer oportunidades de reestruturação patrimonial, aproveitando regimes fiscais mais favoráveis ou estruturas de investimento mais eficientes no novo país de residência. A chave de tudo é a antecipação e o planejamento estratégico.

Como Se Preparar

Não é possível que sejam recomendadas estratégias específicas de otimização tributária ou proteção patrimonial de maneira geral para indivíduos que, de alguma forma, internacionalizam o patrimônio. Isso porque as experiências são extremamente particulares. Os investidores brasileiros com dupla cidadania, outra residência fiscal, ou a ambição de mudar-se de país, podem observar os seguintes pontos para chegarem a uma estratégia personalizada, preferencialmente junto a um parceiro especializado em planejamento patrimonial:

  • Revisão Regular do Patrimônio: As leis e circunstâncias podem mudar, exigindo ajustes no seu planejamento patrimonial.
  • Estruturas Flexíveis: Considere estruturas patrimoniais que ofereçam flexibilidade e possam ser adaptadas conforme suas necessidades mudam.
  • Diversificação Global: Explore as oportunidades e desafios de investir em mercados internacionais, observando sempre os seus objetivos pessoais
  • Impacto da Mudança de País na Segurança e no Estilo de Vida: Inclua uma análise sobre como a eventual mudança de país pode afetar a segurança pessoal e familiar, o estilo de vida e a qualidade de vida. Discuta como avaliar e planejar para esses aspectos antes de tomar a decisão de mudar.
  • Educação e Planejamento Familiar: Considere o impacto da internacionalização do patrimônio na educação dos filhos e no planejamento familiar em geral. Analise profundamente a seleção de instituições educacionais internacionais, questões de língua e integração cultural para os membros da família.

A internacionalização do patrimônio é uma estratégia conhecida pelos grandes investidores para que seus ativos fiquem mais protegidos e para acessar oportunidades que geralmente não acessam no Brasil. A residência fiscal e a cidadania adicionam uma nova camada a essa internacionalização, e a mudança de país pode alterar a estrutura de um investidor como um todo. Por essa razão, investidores devem ficar atentos às suas particularidades para realizar o planejamento patrimonial com eficiência. Com orientações corretas e uma boa estrutura, é possível chegar a uma gestão de patrimônio eficiente, segura e em conformidade com as leis aplicáveis.

Da Antiguidade à Era Digital: A História do Planejamento Financeiro

A jornada através da história do planejamento financeiro revela uma narrativa rica e complexa de práticas e inovações que se estendem desde as civilizações mais antigas até a era digital do século XXI. Para analisar essa história, é necessário destacar como diferentes culturas e períodos históricos contribuíram para o desenvolvimento do planejamento financeiro, uma ferramenta crucial na gestão de recursos e na realização de aspirações econômicas. Iniciando-se nas antigas Mesopotâmia e Egito, onde as primeiras formas de registro contábil e alocação de recursos surgiram, até as avançadas estratégias financeiras do século XXI, cada fase desta evolução oferece uma compreensão profunda sobre a natureza dinâmica e essencial do planejamento financeiro. Este panorama histórico não apenas ilumina as origens e a progressão do planejamento financeiro, mas também destaca seu papel na formação de sociedades economicamente estáveis e prósperas ao longo do tempo.

As primeiras evidências de práticas que se assemelham ao planejamento financeiro remontam à Mesopotâmia e ao Egito Antigo. Nessas civilizações, registros em tábuas de argila e papiros mostram como os recursos eram alocados para a agricultura, construção de monumentos e comércio. Tais escritos indicam um entendimento rudimentar, embora sofisticado para a época, sobre gestão de recursos e planejamento para futuras necessidades.

Mesopotâmia

  • Registros de Propriedade e Comercio: De acordo com o livro “The Cambridge Economic History of the Greco-Roman World”, na antiga Mesopotâmia, especialmente na civilização suméria, há registros de transações comerciais e gestão de propriedades. A existência de tábuas de argila de cerca de 3000 a.C. que mostram registros de vendas de terras e gado, por exemplo, indicam um sistema primitivo de contabilidade e gestão de ativos.
  • Código de Hamurabi: Este é um dos primeiros exemplos de um código legal no mundo, que inclui leis relacionadas à propriedade e finanças. O Código de Hamurabi (cerca de 1750 a.C.) foi criado para ordenar as relações sociais da Mesopotâmia e estabeleceu normas para empréstimos, taxas de juros e a regulação das práticas comerciais.

Egito Antigo

  • Planejamento Agrícola: O planejamento financeiro no Egito Antigo estava fortemente ligado à agricultura e ao controle das inundações do Nilo. De acordo com o livro “The Oxford History of Ancient Egypt”, os egípcios desenvolveram um calendário para gerenciar o plantio e a colheita, o que era essencial para a economia baseada na agricultura.
  • Armazenamento e Distribuição de Grãos: Também foi registrada a existência de sistemas estatais para armazenar e distribuir grãos, que funcionavam como uma forma de seguro contra a fome e uma ferramenta de planejamento econômico.

Avançando na história mundial, os gregos e romanos antigos foram, por sua vez, responsáveis por introduzir conceitos financeiros mais complexos, incluindo o empréstimo de dinheiro com juros, gestão de propriedades e até mesmo estratégias rudimentares de investimento. Com o surgimento de cidades-estado e de sistemas de comércio mais complexos, essas civilizações estabeleceram mecanismos de poupança e gestão de recursos que poderiam ser vistos como precursores do planejamento financeiro moderno.

Grécia Antiga

  • Empreendimentos Comerciais e Marítimos: Os gregos antigos estavam envolvidos em empreendimentos comerciais e marítimos, necessitando de métodos para gerir riscos e investimentos. Por exemplo, há registros de empréstimos para financiar viagens comerciais, onde o pagamento dependia do sucesso da viagem.
  • Cidades-Estado e Economia: No livro “The Economy of the Greek Cities: From the Archaic Period to the Early Roman Empire”, Migeotte explora a economia das cidades-estado gregas, que tinham seus próprios sistemas de moeda e comércio. A acrópole de Atenas, por exemplo, servia não apenas como centro religioso, mas também como tesouraria.

Roma Antiga

  • Sistema Bancário e Moeda: De acordo com a obra “The Romans and Trade”, que aborda o comércio e as práticas financeiras dessa civilização, Roma desenvolveu um sistema bancário avançado com bancos que ofereciam empréstimos, depósitos e câmbio de moedas.
  • Peculium: Além disso, Roma também foi uma das primeiras civilizações a documentar a criação de fundos como o Peculium. Essa ferramenta consistia em um fundo criado por pais romanos para seus filhos ou por senhores para seus escravos. Esse fundo poderia ser usado para investimento ou poupança, semelhante a um fundo fiduciário moderno.

Com o avanço do tempo até a Idade Média e o Renascimento, o foco é alterado com maior ênfase ao comércio e surgimento dos primeiros bancos na Itália. Essa era também viu o desenvolvimento do mercantilismo, uma prática que enfatizava a acumulação de riqueza por meio do comércio. Famílias como os Medici, famosos banqueiros de Florença, demonstraram estratégias sofisticadas de investimento e gestão de riqueza.

Idade Média

  • Sistema Feudal e Administração de Terras: No sistema feudal, a gestão de terras e recursos era central. Senhores feudais arrecadavam tributos de camponeses e servos, gerindo esses recursos para manter suas propriedades e posições. Este sistema exigia um planejamento financeiro baseado em produção agrícola e manutenção de força de trabalho.
  • Guildas e Comércio: As guildas desempenhavam um papel crucial na regulamentação do comércio e ofícios. Em seu livro “Economic and Social History of Medieval Europe”, Henri Pirenne oferece uma visão detalhada da economia medieval, incluindo a gestão de recursos e o comércio. As guildas estabeleciam regras para preços, qualidade e competição, funcionando como um primitivo sistema de controle de qualidade e planejamento financeiro para comerciantes e artesãos.

Renascimento

  • Bancos e Finanças: O Renascimento marcou o surgimento de bancos familiares influentes, como os Medici na Itália, cujas operações e estratégias financeiras foram detalhadas no livro “The Medici Bank: It ‘s Organization, Management, Operations, and Decline”. Estes bancos não só lidavam com empréstimos e depósitos, mas também com câmbio de moeda, financiamento de governos e patrocínio de artes, demonstrando um planejamento financeiro significativamente mais sofisticado.
  • Companhias Comerciais e Expansão Marítima: A expansão marítima europeia foi em parte financiada por companhias comerciais. Estas companhias, como a Companhia Holandesa das Índias Orientais, utilizavam ações e títulos para financiar suas expedições, representando o início do planejamento financeiro corporativo.

No século XVIII, Adam Smith publicou “A Riqueza das Nações”, um marco na história da economia que introduziu conceitos fundamentais que estabelecem as bases para o capitalismo moderno e, consequentemente, para as práticas de planejamento financeiro contemporâneas, como a divisão do trabalho, a livre concorrência e a mão invisível do mercado. Este período também marcou a transição para a Revolução Industrial, onde a criação de riqueza se intensificou e a necessidade de planejamento financeiro tornou-se mais evidente entre os empresários e a classe média emergente.

Revolução Industrial

  • Inovação e Investimento: A Revolução Industrial, começando no final do século XVIII, transformou as economias agrárias em economias industriais e urbanas. Isso exigiu investimentos significativos em máquinas e infraestrutura, assim como uma nova abordagem para o planejamento financeiro, focando na eficiência de produção e no retorno sobre investimentos. “The Industrial Revolutionaries: The Making of the Modern World 1776-1914”, de Gavin Weightman, oferece uma visão abrangente das mudanças econômicas e financeiras durante a Revolução Industrial.
  • Criação de Bancos Comerciais: Dado esse contexto, bancos comerciais foram criados para atender às necessidades de capital dos empresários da época, fornecendo empréstimos e serviços financeiros que facilitaram o crescimento econômico.

Se aproximando mais da modernidade, o século XX compõe uma demonstração da evolução constante do planejamento financeiro guiada mais especificamente por mudanças sociais, econômicas e políticas.Tal século foi fundamental para definir as práticas modernas de planejamento financeiro, com o desenvolvimento de sistemas e relações mais complexas e regulamentadas.

O Século XX

  • Surgimento de Mercados Financeiros Modernos: O século XX viu o desenvolvimento e a expansão dos mercados financeiros modernos. A criação de bolsas de valores em todo o mundo e a introdução de instrumentos financeiros complexos, como futuros e opções, proporcionaram novas oportunidades de investimento e estratégias de planejamento financeiro.
  • Grande Depressão e Regulação Financeira: A Grande Depressão dos anos 1930 se apresentou como o estopim para uma maior regulação do setor financeiro, estabelecendo as bases para práticas de planejamento financeiro mais seguras e estruturadas. Em sua obra “The Great Depression: A Diary”, Benjamin Roth fornece uma visão pessoal da Grande Depressão e suas consequências na economia. Um exemplo de tais consequências econômicas é a criação da Lei Glass-Steagall nos EUA, que estabeleceu uma separação entre bancos comerciais e bancos de investimento e introduziu novas medidas de segurança para proteger os investidores.
  • Pós-Segunda Guerra Mundial: O período após a Segunda Guerra Mundial foi marcado por um crescimento econômico significativo, movimento retratado no livro “Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World”, de Liaquat Ahamed. A criação de sistemas de segurança social e planos de previdência, como o GI Bill nos EUA, alterou as necessidades e estratégias de planejamento financeiro pessoal, dando maior enfoque à aposentadoria e à segurança a longo prazo.

Já no século XXI, o planejamento financeiro experimentou transformações tecnológicas significativas, principalmente devido à digitalização e à tendência crescente de personalização. O planejamento na era atual é marcado por uma interseção entre tecnologia avançada e necessidades financeiras cada vez mais diversificadas. A digitalização não apenas simplificou processos tradicionais, mas também criou novas oportunidades e desafios, promovendo uma abordagem mais personalizada e acessível ao planejamento financeiro. Toda essa transformação não é apenas uma mudança das ferramentas oferecidas pelo mercado, mas uma redefinição do próprio conceito de gestão de patrimônio em si.

Modernidade: Digitalização e Tecnologia Financeira

  • Advento das Fintechs: O surgimento das fintechs (empresas de tecnologia financeira) revolucionou o planejamento financeiro, oferecendo novas ferramentas e plataformas para gestão financeira pessoal e investimentos, como é discutido no livro “The Fintech Book: The Financial Technology Handbook for Investors, Entrepreneurs and Visionaries”, por Susanne Chishti e Janos Barberis.
  • Banca Online e Acesso à Informação: O acesso a serviços bancários online e informações financeiras em tempo real permitiu uma tomada de decisão financeira mais informada e ágil. Isso inclui desde a verificação de saldos de contas em tempo real até o rastreamento de investimentos e mercado de ações.

Modernidade: Personalização do Planejamento Financeiro

  • Serviços Financeiros Sob Medida: Com a ascensão da inteligência artificial e do big data, as instituições financeiras passaram a oferecer serviços mais personalizados. A obra “Big Data in Financial Services and Banking: Architectural, Technological, and Practical Issues”, de Sanjay Mohapatra, fornece uma análise detalhada de como o big data está transformando o planejamento financeiro, desde recomendações de investimento baseadas no perfil de risco individual até estratégias de poupança personalizadas.
  • Planejamento Financeiro para Diversos Perfis: Os serviços de planejamento financeiro se tornaram mais inclusivos e adaptados a uma variedade de perfis econômicos, desde millennials e freelancers até aposentados e grandes investidores.
  • Propósito dos Clientes no Centro: Na modernidade, o planejamento financeiro está se tornando profundamente personalizado, refletindo os sonhos, paixões e valores individuais de cada cliente. Esta nova era de serviços financeiros é marcada por uma abordagem centrada no cliente, onde cada interação é intuitiva e essencial, garantindo que os clientes possam se concentrar no que realmente importa – suas aspirações e objetivos de longo prazo.

Modernidade: Educação Financeira e Acesso

  • Ferramentas Educacionais Online: A disponibilidade de recursos educacionais online, como blogs, webinars, e cursos, democratizou o conhecimento sobre finanças pessoais e investimentos, como é descrito no livro “Digital Finance: Big Data, Start-ups, and the Future of Financial Services” de Perry Beaumont, que discute o impacto da tecnologia digital no acesso e educação financeira. Esse novo ecossistema de ferramentas permite que mais pessoas participem ativamente do planejamento financeiro, trazendo mudanças para esse mercado como um todo.
  • Crowdfunding e Micro Investimentos: Plataformas de crowdfunding e micro investimento, como Kickstarter e Acorns, abriram novos caminhos para investimentos e financiamento de projetos, alterando a maneira como indivíduos e pequenas empresas acessam capital. O crescimento dessas está redefinindo as formas tradicionais de investimento, abrindo portas para um futuro financeiro mais inclusivo e multidimensional.

A incorporação de inteligência artificial e machine learning está não só facilitando transações, mas também personalizando a experiência de gestão financeira, indicando um salto de um processo tradicionalmente operacional e complexo para a construção de uma experiência emocionante e envolvente, empoderando os clientes a serem protagonistas de suas próprias histórias financeiras. À medida que este caminho de inovação e personalização avança, a experiência de planejamento financeiro se transforma, alinhando-se cada vez mais com as aspirações e valores individuais, e nos preparando para um futuro onde o planejamento financeiro é não apenas uma ferramenta, mas uma jornada engajante e profundamente pessoal.

O planejamento financeiro, desde suas origens nas civilizações antigas até os dias atuais, mostra uma evolução constante, moldada por mudanças econômicas, sociais e tecnológicas. Hoje, mais do que nunca, compreender a história do planejamento financeiro é fundamental para entender suas práticas atuais e futuras. Este conhecimento histórico oferece uma perspectiva valiosa para investidores e gestores, permitindo-lhes adaptar estratégias que se adequem não apenas às suas necessidades individuais, mas também ao contexto econômico e cultural em constante mudança.

Planejamento Financeiro e a Diversidade Cultural: Como diferentes culturas abordam o planejamento

A maneira como lidamos com o dinheiro e o planejamento financeiro pode variar significativamente de cultura para cultura. Dessa forma, investidores ao redor do mundo podem aprender uns com os outros e entender melhor diferentes perspectivas. Da mesma forma que os grandes investidores se beneficiam de abordagens de investimento globais, o entendimento de filosofias de planejamento financeiro diversas proporciona uma visão mais abrangente das estratégias pessoais, além de serem tópicos extremamente interessantes para o estudo cultural, histórico e social. 

Neste artigo, exploraremos algumas abordagens distintas ao planejamento financeiro em diferentes culturas, realçando a diversidade e riqueza dessas estratégias pelo mundo.

O Pragmatismo Norte-Americano

No Ocidente, especialmente na América do Norte, o planejamento financeiro tende a ser orientado por um pragmatismo acentuado, mas que entra em conflito com um consumismo exacerbado. Há uma dualidade entre desfrutar do presente e investir no futuro, porém com forte ênfase na aposentadoria e em objetivos concretos. O planejamento financeiro nessa cultura frequentemente se concentra na criação de um portfólio de investimentos diversificado e em fundos de aposentadoria individuais. Há também uma maior confiança em instrumentos financeiros como ações, títulos e fundos mútuos, refletindo uma abordagem mais orientada ao mercado.

A preocupação com a aposentadoria: Os Norte-Americanos possuem mais de USD 36 trilhões em ativos de aposentadoria, como os ‘401k’s e os ‘IRA’s.

O contraste com a poupança pessoal: Segundo o U.S Bureau of Economic Analysis, a taxa de poupança pessoal nos Estados Unidos foi de apenas 3,4% da renda disponível em setembro de 2023. Em 2021, a poupança bruta representava 18% do PIB

Cultura do Crédito e consumismo: Estatísticas do Federal Reserve mostram que a dívida de cartão de crédito nos EUA ultrapassa USD 1 trilhão. Os americanos consomem bastante, e usam o cartão de crédito para isso em muitos casos. 

A Perspectiva Asiática de Longo Prazo

Países asiáticos como Japão e China têm uma abordagem de planejamento financeiro que enfatiza muito a poupança e os investimentos a longo prazo. É comum nessas culturas poupar uma parte significativa da renda, com foco em segurança financeira e proteção contra imprevistos. Investimentos em imóveis e educação são altamente valorizados, assim como a manutenção de um legado familiar.

Poupança Elevada: Dados do Banco Mundial indicam que a taxa de poupança na China é uma das mais altas do mundo, ultrapassando 45% do PIB em diversos anos.

Investimento em Educação: A educação é considerada um investimento crítico. Dos 10 países com o maior percentual de pais investindo em educação privada para seus filhos, 7 são asiáticos, segundo o report The Value of Education Higher and Higher do HSBC.

Planejamento com disciplina – Kakeibo: No Japão, a prática do Kakeibo é popular. É um método de orçamento doméstico que ajuda as pessoas a economizar dinheiro. Os japoneses anotam todas as suas despesas em um caderno especial, categorizando-as e refletindo sobre formas de economizar mais.

A Importância da Comunidade na África

Em muitos países africanos, o planejamento financeiro é frequentemente uma questão comunitária. A ideia de “Ubuntu” – “Eu sou porque nós somos” – permeia muitas práticas financeiras. Em culturas africanas, a segurança financeira é frequentemente alcançada através do suporte mútuo dentro de comunidades e famílias extensas. Esse apoio inclui contribuições financeiras para cerimônias importantes, educação dos membros mais jovens e assistência em tempos de necessidade. Além disso, também, é comum grupos de indivíduos contribuírem regularmente para um fundo comum, que pode ser usado por membros do grupo em tempos de necessidade ou para financiar empreendimentos de negócios.

Esquemas de Poupança Rotativa: Práticas como “Stokvel” na África do Sul, onde grupos contribuem para um fundo comum, são populares. Segundo a National Stokvel Association of South Africa, existem aproximadamente 800.000 stokvels no país, movimentando cerca de R50 bilhões anualmente.

Apoio Familiar: Muitas famílias africanas também praticam a distribuição de renda entre membros da família, um reflexo do valor dado à solidariedade familiar.

O Coletivismo Latino-Americano

Na América Latina, observa-se um equilíbrio entre tradição e modernidade financeira. Um artigo da Bloomberg aponta que, enquanto algumas famílias ainda seguem abordagens tradicionais, como investir em imóveis ou guardar dinheiro em casa, há uma crescente adoção de produtos financeiros modernos. A região tem visto um aumento no uso de seguros, fundos de pensão e investimentos no mercado de ações, indicando uma transição para práticas de planejamento mais diversificadas.

Existe uma forte ênfase no coletivismo e na família quando se trata de finanças na América Latina. Isso muitas vezes se traduz em estratégias financeiras que buscam apoiar a família toda, incluindo o cuidado com os idosos e a educação dos mais jovens. A propriedade imobiliária é frequentemente vista como um investimento fundamental.

Investimento Imobiliário: A propriedade de imóveis é frequentemente vista como uma forma de segurança financeira e os latino-americanos não abrem mão do investimento imobiliário. A oferta de imóveis residenciais em São Paulo, por exemplo, passou de 28,5mil em 2012 para 75,7mil em 2022

Redes de Segurança Informais: Em muitos países latino-americanos, as redes de segurança informais entre famílias e amigos são vitais, dada a limitada cobertura de segurança social. No México, as “tandas” são um sistema de poupança e empréstimo informal. Membros de um grupo contribuem com uma quantia de dinheiro em um fundo comum e cada membro, por sua vez, recebe o montante total em uma base rotativa.

A Abordagem Holística dos Países Nórdicos

Os países nórdicos, conhecidos por seus altos padrões de vida e sistemas de bem-estar social, adotam uma abordagem holística para o planejamento financeiro. Aqui, há menos ênfase na acumulação de riqueza individual e mais em garantir uma boa qualidade de vida para todos. Isso se reflete em um sistema tributário progressivo e em fortes redes de segurança social.

Necessidade Individual de Poupança Reduzida: De acordo com um relatório da OCDE, os sistemas de bem-estar social abrangentes dos países nórdicos reduz a necessidade individual de poupança para despesas de saúde e educação, permitindo que os cidadãos direcionem suas economias para outros investimentos.

Alta Confiança em Fundos de Pensão: Em países como a Noruega e a Suécia, existe uma grande confiança nos fundos de pensão, tanto públicos quanto privados. Segundo o Global Pension Index, esses países têm alguns dos melhores sistemas de pensão do mundo caracterizados por uma gestão eficiente e sustentável. Isso influencia o comportamento de investimento dos indivíduos, que podem se sentir mais seguros para explorar opções de investimento de maior risco. 

Valorização da Educação e Planejamento Financeiro: A educação financeira é uma parte importante da cultura nórdica, incentivada desde cedo. Um relatório da S&P Global FinLit Survey indica que a maioria dos países nórdicos têm os mais altos níveis de alfabetização financeira no mundo, com mais de 65% dos adultos possuindo altos níveis de educação financeira. Isso se traduz em uma população bem informada que valoriza o planejamento financeiro e investimentos a longo prazo.

Portugal e Espanha: Equilíbrio entre Tradição e Modernidade

Nas culturas financeiras de Portugal e Espanha, observa-se uma mistura de tradição e inovação. Ambos os países valorizam a propriedade imobiliária, não apenas como um investimento, mas também como um símbolo de estabilidade e legado familiar. Recentemente, houve um aumento no interesse desses países por investimentos em mercados de ações e fundos mútuos, refletindo uma maior abertura a estratégias de investimento diversificadas.

Poupança Familiar e Investimentos em Imóveis: Dados do Instituto Nacional de Estatística mostram que a taxa de poupança das famílias em Portugal e Espanha está gradualmente aumentando, com um forte foco no investimento em imóveis como uma forma de segurança financeira.

Adoção de Produtos Financeiros Modernos: Há uma crescente utilização de fundos de investimento e produtos de seguros, sinalizando uma evolução nas práticas de gestão de riqueza, assim como em muitos outros países. Para Portugal e Espanha, porém, isso representa o abandono de muito tradicionalismo nos investimentos.

Inglaterra: Pragmatismo e Planejamento Orientado ao Futuro

Na Inglaterra, o planejamento financeiro é muitas vezes caracterizado por um pragmatismo focado no longo prazo, similarmente aos Estados Unidos, mas com algumas diferenças culturais distintas.

Foco em Fundos de Pensão e Aposentadoria: O sistema de pensão do Reino Unido incentiva fortemente a poupança para a aposentadoria, com várias opções de fundos de pensão disponíveis. Em 2021, as contribuições individuais para esse tipo de fundo somaram  £11.9 bilhões, segundo o governo britânico.

Crescente Interesse em Investimentos Sustentáveis: De acordo com a Financial Conduct Authority, tem havido um aumento no interesse em investimentos sustentáveis e ESG (Environmental, Social, and Governance), refletindo uma consciência ambiental e social crescente entre os investidores britânicos.

A Proteção Social e Planejamento Cauteloso dos franceses

A França é conhecida por seu forte sistema de proteção social, o que influencia diretamente o comportamento de planejamento financeiro de seus cidadãos. Esse planejamento é marcado por uma abordagem equilibrada e diversificada, integrando as sólidas redes de proteção social do país com práticas de investimento individuais, e adotando estratégias robustas de gestão de riscos.

Menor Dependência em Poupança Individual para Despesas de Saúde e Educação: Devido ao abrangente sistema de bem-estar social, os franceses podem se concentrar em outros aspectos do planejamento financeiro, como investimentos e poupança para projetos pessoais.

Preferência por Seguros de Vida e Produtos de Poupança: Os seguros de vida e contas de poupança regulamentadas são extremamente populares, refletindo uma preferência por instrumentos de investimento seguros e de baixo risco. Além disso, a França possui uma das taxas de poupança mais altas da Europa.

Grandes investidores aprendem com a variedade de abordagens 

Explorar diferentes abordagens culturais ao planejamento financeiro destaca a importância de considerar a diversidade de estratégias e perspectivas. Não há uma abordagem única ou correta para lidar com o dinheiro e os aspectos culturais são uma das diversas particularidades de cada investidor. O que é fato, no entanto, é que, independentemente de onde estejamos no mundo, o planejamento financeiro é uma ferramenta valiosa para qualquer investidor.

Soluções personalizadas e um Planejamento Financeiro de Longo Prazo eficiente são necessidades para qualquer indivíduo, com qualquer herança cultural. E aprender com diferentes abordagens e maneiras de lidar com a riqueza traz para grandes investidores mais clareza para observar suas próprias estratégias. 

 

A importância do planejamento financeiro de longo prazo para executivos

O planejamento financeiro é essencial para garantir o sucesso e a estabilidade financeira tanto de indivíduos quanto de empresas. No caso dos executivos, essa estratégia ganha ainda mais relevância, uma vez que eles são responsáveis pela gestão e pelo crescimento dos negócios e dispõe de menos tempo para cuidar com toda dedicação que gostariam de seu patrimônio pessoal.

Ter um planejamento financeiro eficiente permite aos executivos ter uma visão clara de suas finanças pessoais, traçando metas, identificando riscos e tomando decisões embasadas em dados concretos. Além disso, o planejamento financeiro ajuda a otimizar a alocação de recursos com base em metas, balancear o retorno e o risco dos investimentos e proteger o patrimônio acumulado ao longo da carreira.

O planejamento financeiro dos executivos deve levar em consideração a gestão de riscos e a diversificação de investimentos, de forma a minimizar a exposição a possíveis perdas e atingir os retornos financeiros esperados. É importante também considerar a otimização da carga tributária, buscando alternativas legais para reduzir o impacto dos impostos.

Nesse blogpost você vai entender um pouco mais sobre a importância do planejamento financeiro para executivos. 

 

A importância do planejamento financeiro para executivos

Os executivos estão constantemente lidando com desafios complexos, como a gestão de equipes, tomada de decisões estratégicas e a busca por crescimento pessoal e profissional. 

Um planejamento financeiro bem estruturado permite que os executivos tenham uma visão clara de suas receitas, despesas, investimentos e riscos. Dessa forma, eles podem tomar decisões conscientes e embasadas em informações precisas, evitando surpresas desagradáveis e garantindo a saúde financeira da sua vida pessoal.

Outro aspecto relevante é a necessidade de lidar com um cronograma exigente e uma carga de trabalho intensa. O tempo limitado disponível para cuidar das finanças pessoais torna essencial a implementação de estratégias eficientes. 

O planejamento financeiro oferece aos executivos um método organizado para administrar seu dinheiro, investimentos e patrimônio, permitindo que eles tomem decisões informadas e focadas em seus objetivos financeiros.

 

O que deve ser feito no planejamento financeiro pessoal para executivos

O planejamento financeiro para executivos é um processo meticulosamente estruturado que a Jera desenvolve, servindo como a base para a administração de investimentos. A abordagem inicia com uma avaliação compreensiva da situação financeira atual do executivo, incluindo a análise de sua identidade pessoal e profissional, objetivos de carreira, experiência em investimentos e o estado atual de seus ativos e passivos. Tal diagnóstico considera receitas, despesas, investimentos e dívidas.

Posteriormente, a Jera integra esses dados para criar um plano estratégico personalizado, direcionado às necessidades dos executivos. Este plano engloba a formulação de uma diretriz de investimentos, uma análise aprofundada do fluxo de caixa e a integração de estratégias para atingir metas financeiras definidas.

A revisão e monitoramento contínuos do plano financeiro são vitais, permitindo ajustes quando necessário e acompanhando o progresso em direção aos objetivos traçados.

 

  • Diagnóstico financeiro:

    Esta fase inicial é onde a Jera efetua um exame total do patrimônio do executivo, analisando aspectos da identidade profissional, objetivos de carreira e história profissional. 

    Todos os ativos (como ativos financeiros, imóveis, propriedades, participações em empresas etc) e passivos (dívidas, obrigações financeiras e compromissos futuros) são mapeados e examinados, e as necessidades específicas do executivo são identificadas para criar um planejamento financeiro altamente personalizado. Este diagnóstico destaca as fortalezas e áreas de risco, orientando decisões estratégicas.

 

  • Proposta de soluções:

    Utilizando o Diagnóstico Financeiro, a Jera Capital formula e entrega uma Proposta de Soluções, complementada por uma avaliação de fluxos de caixa e do patrimônio atual, incluindo estruturas sucessórias e fiduciárias, e projeções futuras adequadas, feitas com base na priorização das necessidades financeiras. As soluções podem incluir ajustes na estrutura patrimonial, definição de novas regras de alocação e governança, acesso a capital e networking, organizadas em três categorias:

    • Segurança: A garantia das necessidades e metas de curto prazo, com alocação em ativos conservadores ou provisionamento de fluxo de caixa para manter o padrão de vida, independentemente das flutuações do mercado.
    • Crescimento: A parcela do patrimônio destinada a alcançar as necessidades e metas de médio e longo prazos, como aumento do estilo de vida, aposentadoria ou mudança de carreira. O investimento é diversificado globalmente, com retornos mais elevados e um orçamento de risco ajustado ao prazo mais longo. Como a perspectiva de prazo desses investimentos é mais longa, o investidor consegue passar pelos altos e baixos dos ciclos econômicos com maior tranquilidade, sem a necessidade de fazer realocações desnecessárias. 
    • Realização: A alocação em ativos que refletem as características individuais do executivo, como talento, expertise e visão. Esses ativos podem ter maior grau de risco, mas representam uma expectativa de retorno elevada, e geralmente são frutos de eventos particulares na vida do investidor, como herança, trabalho ou projetos filantrópicos.

 

  • Implementação e acompanhamento:

    Nesta fase, o planejamento financeiro se transforma em gestão de investimentos. A Jera inicia a construção da nova carteira, realizando alocações que refletem o planejamento financeiro e os objetivos do executivo. Também são implementados instrumentos de proteção patrimonial e programas de educação financeira.

    A Jera Capital trabalha em estreita colaboração com o cliente, estabelecendo uma política de acompanhamento regular, incluindo reuniões periódicas e relatórios frequentes, para garantir que o planejamento financeiro esteja alinhado com os objetivos e compromissos do executivo, assegurando uma gestão financeira sólida e bem-sucedida.

 

Como a Jera pode auxiliar no planejamento financeiro pessoal para executivos

A Jera Capital é uma parceira confiável para executivos que desejam realizar um planejamento financeiro eficiente e alcançar seus objetivos com segurança. Através de uma abordagem estratégica e personalizada, a Jera oferece soluções abrangentes, levando em consideração as particularidades e os desafios enfrentados pelos executivos.

Com a Jera, os executivos podem contar com uma equipe que busca as melhores alternativas de investimento e proporciona orientações valiosas para a gestão de suas finanças. Além disso, a Jera oferece um atendimento personalizado, focado nas necessidades e nos objetivos individuais de cada executivo.

Ao escolher a Jera como parceira no planejamento financeiro e gestão do seu patrimônio, os executivos têm a tranquilidade de contar com uma gestora comprometida em garantir a segurança e a prosperidade de seu patrimônio, permitindo que eles foquem em suas atividades profissionais e alcancem o sucesso desejado.

 

Por que fazer o planejamento financeiro com a Jera?

A Jera entende que os executivos enfrentam desafios únicos e complexos na gestão do seu patrimônio. Com um compromisso com resultados sustentáveis e duradouros, a empresa vai além de apenas preservar o patrimônio. A Jera trabalha para fazê-lo crescer e gerar benefícios que vão ao encontro dos objetivos de curto, médio e longo prazo do executivo.

Com uma abordagem estratégica focada no longo prazo, a Jera garante a segurança financeira dos executivos, permitindo a construção de um legado sólido e a maximização de retorno. 

Seja na busca de uma aposentadoria confortável, investimentos em educação, aquisições específicas, ou crescimento contínuo de patrimônio, a Jera está preparada para atender às demandas específicas de planejamento financeiro dos executivos.

Optar pelo planejamento financeiro com a Jera oferece uma combinação única de expertise em finanças corporativas e pessoais, atendimento personalizado e soluções abrangentes. Isso permite que os executivos tenham tranquilidade, segurança e sucesso na gestão de seu patrimônio, liberando mais tempo e energia para focar em suas responsabilidades e objetivos profissionais.

A importância do diagnóstico para um bom Planejamento Financeiro de Longo Prazo

Imagine dois profissionais da saúde: um médico e um farmacêutico. Você já parou para pensar na diferença entre os dois? Vamos usar  essa analogia para  ilustrar a importância de um diagnóstico preciso, que faz parte de um bom Planejamento Financeiro de Longo Prazo. 

O farmacêutico é um profissional responsável pela distribuição de remédios, orientando pacientes sobre a correta utilização e garantindo a observação das normas e restrições de uso, análogamente aos private banks e agentes autônomos em relação à distribuição de produtos financeiros. Ele fornece resoluções pontuais dentro de um contexto limitado às soluções que o cercam.

Já o médico da família tem uma abordagem ampla e profunda. Ele busca conhecer a história do paciente, as dores que ele sente indo além dos sintomas óbvios, entendendo todo seu contexto, desde a herança genética dos pais, até seus hábitos e estilo de vida. Podendo assim, oferecer recomendações mais apropriadas para sua saúde hoje e ao longo de sua vida. 

Da mesma forma, um Family Office atua como esse “médico do patrimônio”, compreendendo tanto os aspectos financeiros como não financeiros do investidor.

Como o diagnóstico médico, o diagnóstico financeiro é uma prática essencial para criar um bom Planejamento Financeiro de Longo Prazo que traga entendimento, organização e tranquilidade  para famílias, executivos e empreendedores. O processo inteiro envolve a análise cuidadosa dos recursos disponíveis, o estabelecimento de metas claras e a implementação de estratégias para alcançá-las. 

Com a ajuda  do diagnóstico financeiro, é possível organizar o patrimônio, otimizar investimentos, minimizar riscos e tomar decisões conscientes em relação ao uso e crescimento do patrimônio. Para entender mais sobre o processo de diagnóstico na Jera Capital, continue a leitura deste artigo. 

Como diagnosticamos na Jera? 

O diagnóstico feito pela Jera  é um processo de análise e entendimento personalizado realizado em parceria com o cliente, utilizando uma série de perguntas estruturadas e detalhadas. Esse processo visa compreender integralmente o indivíduo, a situação financeira, os objetivos, as necessidades e as expectativas em relação ao seu patrimônio.

Abordamos diversos aspectos financeiros, como renda, despesas, investimentos, dívidas, planos de aposentadoria, seguros, herança e outras variáveis relevantes. Além disso, são explorados fatores pessoais, familiares e profissionais que possam influenciar a situação financeira ou os objetivos do cliente.

O diagnóstico do cliente fornece uma visão clara e detalhada da situação financeira, permitindo identificar oportunidades de melhoria, riscos e desafios que possam impactar seus objetivos financeiros. Ele é o ponto de partida para um Planejamento Financeiro eficaz e bem estruturado. 

O processo ainda nos permite realizar uma avaliação completa da jornada do cliente, explorando todos seus aspectos relevantes, não só aqueles limitados às finanças em si. Com base nesse diagnóstico, a Jera consegue compreender melhor as necessidades e objetivos de cada família e indivíduo, e assim propor e implementar soluções adequadas para o seu portfólio.

Acreditamos que a implementação do Planejamento Financeiro de Longo Prazo é responsável pela maior parte do resultado a longo prazo. E, para oferecer sugestões apropriadas, é essencial conhecer o investidor em profundidade.

Os 4 pilares de um diagnóstico completo

Na Jera, baseamos nossas avaliações em 4 pilares do investidor: identidade e essência, experiência e história, objetivos e sonhos, e entendimento do patrimônio atual. Com estas informações, podemos desenvolver e propor um Planejamento Financeiro completo e personalizado. 

Nos comprometemos a entender cada investidor em sua totalidade, fornecendo orientações estratégicas e trazendo soluções financeiras que estejam alinhadas com seus valores pessoais e metas de vida .

Você conhecerá a seguir os principais temas que guiam o processo de construção de um bom entendimento dos nossos clientes: 

I. Identidade e essência

O primeiro passo no diagnóstico do cliente é entender profundamente o investidor. Nesse aspecto, buscamos conhecer sua essência, valores pessoais, relações familiares e outros detalhes que ajudam a compreender sua identidade. Através dessa análise, podemos estabelecer uma base sólida de conhecimento para recomendações financeiras personalizadas.

II. Experiência e História

A experiência e a história do investidor são elementos cruciais para a construção do  seu Planejamento Financeiro de Longo Prazo. Analisamos sua jornada profissional, experiência com investimentos, trajetória pessoal e da família e outros aspectos que influenciam sua vida e  perspectiva financeira. Compreender sua história nos permite oferecer sugestões alinhadas com sua jornada e objetivos de longo prazo.

III. Objetivos e Sonhos

Os objetivos são o norte do Planejamento Financeiro de Longo Prazo. Nessa etapa, exploramos os desejos e metas do investidor, tanto os de curto prazo quanto os de longo prazo. Os objetivos podem ser pessoais (aposentar, otimizar tempo, educação financeira, cultura, filantropia), profissionais (carreira, crescer, vender ou fundar uma empresa), familiares (educação financeira dos filhos e netos, casamento, divórcio, sucessão, governança), ou financeiros (crescimento e proteção do patrimônio, perpetuação do legado, acesso ao mercado de capitais, investimentos de impacto-ESG) Compreender esses objetivos é fundamental para alinhar as estratégias financeiras, garantindo que as recomendações estejam em sintonia com as aspirações do investidor.

IV.  Entendimento do Patrimônio Atual

Para desenvolver um diagnóstico financeiro eficaz, é essencial entender o patrimônio atual do investidor. Essa análise envolve uma visão abrangente dos ativos financeiros e não financeiros. Com base nesse entendimento, podemos identificar oportunidades de organização, crescimento, proteção e diversificação do patrimônio.

O que é feito após o diagnóstico financeiro? 

Com um diagnóstico completo, podemos estruturar e colocar em prática um Planejamento Financeiro de Longo Prazo, composto por soluções personalizadas, que visam atender às necessidades específicas de cada pessoa.

O Planejamento Financeiro de Longo Prazo é essencial para proporcionar uma visão clara e organizada do patrimônio, permitindo uma melhor compreensão de cada ativo, tanto financeiro quanto não financeiro. O diagnóstico detalhado do investidor e do seu patrimônio é o primeiro passo para uma melhor organização e planejamento eficiente. 

Com base nessa análise,a Jera pode avaliar os objetivos do cliente, sua experiência e estrutura patrimonial, e assim, desenvolver uma estratégia de gestão de ativos,alinhada com as expectativas de retorno,  otimizando o gerenciamento dos riscos e buscando  eficiência fiscal. 

Além disso, o Planejamento Financeiro de Longo Prazo Permite que os valores pessoais e a missão de vida do cliente estejam refletidos na construção e gestão do seu patrimônio. Essa abordagem profissionalizada proporciona  uma gestão mais eficiente e uma melhor utilização do patrimônio, permitindo que os planos de vida sejam realizados de forma consistente, perpetuando seu legado

Por que fazer com a Jera?

Fazer o diagnóstico e o Planejamento Financeiro de Longo Prazo com a Jera Capital traz uma série de vantagens e benefícios significativos. A Jera Capital é especializada em gestão de patrimônio e possui uma equipe de gestores experiente  e altamente qualificada, 

Com um profundo conhecimento do mercado financeiro e das necessidades específicas de cada indivíduo ou família, a Jera Capital é capaz de fornecer recomendações personalizadas e  a gestão de estratégias  alinhadas às metas e objetivos de cada cliente.

A Jera Capital entende a importância de compreender o contexto de cada família e indivíduo. Com base em uma análise detalhada, a Jera é capaz de identificar as necessidades específicas de cada cliente e desenvolver soluções financeiras adequadas. Isso permite que cada cliente receba um diagnóstico financeiro personalizado, levando em consideração seus objetivos de retorno de longo prazo, tolerância ao risco e outras circunstâncias individuais.

Por fim, a Jera Capital oferece um serviço completo e abrangente, cobrindo todos os aspectos do diagnóstico do cliente, desde a análise inicial até a implementação das estratégias recomendadas. A Jera Capital está ao lado do cliente em cada etapa do caminho, proporcionando tranquilidade e segurança através de uma equipe experiente e confiável, comprometida em ajudá-lo a alcançar seus objetivos de vida.